miércoles, 24 de julio de 2013

UNIVERSIDAD TRES DE FEBRERO
MESTRADO EM POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO
MESTRANDA: WESLLANE OLIVEIRA DA ROCHA NEGRÃO
PROFESSORA: ELIANE SCHLEMMER
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO DIGITAL

 
EDUCAÇÃO DIGITAL

Bem, falar nas TICs, TDs, sempre me pareceu em possíveis ferramentas que poderiam colaborar com a tarefa docente, ou seja, inovar a prática diária foi assim que aprendi ao participar de algumas oficinas de formação continuada, esquece, deleta,  por que? Na disciplina de Educação Digital, após quinze anos de docência, percebo que é muito mais que uma simples novidade, ela deve fazer parte do cotidiano escolar, como os outros conteúdos, não há como nos negar a essa realidade, pois ela já faz parte da vida de nossos alunos em sua vida extraescolar, precisamos então, nos convencer disso, pedir auxilio e repensar o dia a dia intraescolar,  reflexionar sobre o que vem ocorrendo, sem nos preocupar em achar culpados, mas nos colocando como seres em construção, se a nossa geração é a “do não mexa”, em conformidade com Schlemmer (2008), presume-se que não tivemos as mesmas oportunidades, que nossos alunos, então por que não aprendermos com eles, ao invés de buscarmos formações, aonde até mesmo os formadores precisam de formação, neste momento não tenho a pretensão de indicar caminhos ou soluções, apenas aproveitar a oportunidade e o espaço para pensar juntamente com você que está lendo este texto, possíveis maneiras de entender, onde estamos? Como? E onde queremos chegar com a escola que há muito tem sido a mesma, e atende a um publico que se renova a cada dia, com informações que poderiam ser direcionadas, ao conhecimento que se configura em das funções da escola.

Segundo Sancho (2007), faz-se necessário uma boa formação docente e que este esteja em constante aprendizado, às atividades precisam ser modificadas a ponto que estimule a criatividade, as avaliações também necessitam mudar. Compreendemos que as mudanças são necessárias, porém sabemos que elas não ocorreram em um curto espaço de tempo, e a nova geração é muito dinâmica exige mais agilidade, instala-se aí uma questão crucial, se as políticas educacionais e a escola, não conseguem ser ágil o suficiente para dar a esse aluno o que realmente ele necessita e espera encontrar na escola, qual será o futuro dessa instituição? No momento não tenho a resposta, sigo refletindo. Se as ações que proporcionam essas mudanças são demoradas, ou lentas, nós enquanto docentes precisamos fazer algo, por exemplo, começar mudando a nossas aulas, buscando mais informações e os conhecimentos necessários para que isso aconteça, esperando que assim possamos contagiar e ter adeptos a essa nova perspectiva educacional que não tem somente mais o papel ou somente o espaço da sala de aula para se aprender, podemos aprender além da sala de aula, os conteúdos que dantes se encontravam apenas em Livros Didáticos, hoje podem estar nas nuvens, o papel pode receber uma aliada que é a tela, não estou sugerindo que as práticas pedagógicas sejam substituídas, apenas que elas se relacionem, pois quiçá, assim poderemos encontrar meios de que a escola “bombe”, na vida dessa geração digital.

A princípio quando ouvimos falar de mudanças nos causa temor, é normal toda mudança, nos aloca, de uma zona de tranquilidade que a rotina nos proporciona, isso é ótimo, pois nesse momento percebemos que precisamos de algo mais, o docente precisa sentir essa sensação o tempo todo, pois isso pode ser uma das formas de nos manter vivos profissionalmente, a vontade de ir além, de buscar e o mais importante de aprender, pois de acordo com Paulo Freire, “só ensinamos aquilo que sabemos”, então não tem jeito, precisamos ser além de docente, eternos aprendizes. Essa reflexão não acaba aqui, apenas pensamos algumas de suas vertentes, devemos seguir pensando sobre as Tecnologias Digitais e suas relações políticas educacionais, escola, docente e aluno.

REFERÊNCIA


SANCHO, Juana María Gil. De TIC a TAC,  el difícil trânsito a uma vocal. Universidad de Barcelona. 2008. p.  19 – 30.

SCHELMMER, Eliane. O trabalho do professor e as novas tecnologias.  Revista Textual. 2006. p. 34 -42.
 




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