UNIVERSIDAD TRES DE FEBRERO
MESTRADO
EM POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO
MESTRANDA: WESLLANE OLIVEIRA DA ROCHA NEGRÃO
PROFESSORA: ELIANE SCHLEMMER
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO DIGITAL
EDUCAÇÃO
DIGITAL
Bem,
falar nas TICs, TDs, sempre me pareceu em possíveis ferramentas que poderiam
colaborar com a tarefa docente, ou seja, inovar a prática diária foi assim que
aprendi ao participar de algumas oficinas de formação continuada, esquece,
deleta, por que? Na disciplina de
Educação Digital, após quinze anos de docência, percebo que é muito mais que
uma simples novidade, ela deve fazer parte do cotidiano escolar, como os outros
conteúdos, não há como nos negar a essa realidade, pois ela já faz parte da
vida de nossos alunos em sua vida extraescolar, precisamos então, nos convencer
disso, pedir auxilio e repensar o dia a dia intraescolar, reflexionar sobre o que vem ocorrendo, sem nos
preocupar em achar culpados, mas nos colocando como seres em construção, se a
nossa geração é a “do não mexa”, em conformidade com Schlemmer (2008),
presume-se que não tivemos as mesmas oportunidades, que nossos alunos, então
por que não aprendermos com eles, ao invés de buscarmos formações, aonde até
mesmo os formadores precisam de formação, neste momento não tenho a pretensão
de indicar caminhos ou soluções, apenas aproveitar a oportunidade e o espaço
para pensar juntamente com você que está lendo este texto, possíveis maneiras
de entender, onde estamos? Como? E onde queremos chegar com a escola que há
muito tem sido a mesma, e atende a um publico que se renova a cada dia, com
informações que poderiam ser direcionadas, ao conhecimento que se configura em
das funções da escola.
Segundo
Sancho (2007), faz-se necessário uma boa formação docente e que este esteja em
constante aprendizado, às atividades precisam ser modificadas a ponto que
estimule a criatividade, as avaliações também necessitam mudar. Compreendemos
que as mudanças são necessárias, porém sabemos que elas não ocorreram em um
curto espaço de tempo, e a nova geração é muito dinâmica exige mais agilidade,
instala-se aí uma questão crucial, se as políticas educacionais e a escola, não
conseguem ser ágil o suficiente para dar a esse aluno o que realmente ele
necessita e espera encontrar na escola, qual será o futuro dessa instituição?
No momento não tenho a resposta, sigo refletindo. Se as ações que proporcionam
essas mudanças são demoradas, ou lentas, nós enquanto docentes precisamos fazer
algo, por exemplo, começar mudando a nossas aulas, buscando mais informações e
os conhecimentos necessários para que isso aconteça, esperando que assim
possamos contagiar e ter adeptos a essa nova perspectiva educacional que não
tem somente mais o papel ou somente o espaço da sala de aula para se aprender,
podemos aprender além da sala de aula, os conteúdos que dantes se encontravam
apenas em Livros Didáticos, hoje podem estar nas nuvens, o papel pode receber
uma aliada que é a tela, não estou sugerindo que as práticas pedagógicas sejam
substituídas, apenas que elas se relacionem, pois quiçá, assim poderemos
encontrar meios de que a escola “bombe”,
na vida dessa geração digital.
A
princípio quando ouvimos falar de mudanças nos causa temor, é normal toda
mudança, nos aloca, de uma zona de tranquilidade que a rotina nos proporciona,
isso é ótimo, pois nesse momento percebemos que precisamos de algo mais, o
docente precisa sentir essa sensação o tempo todo, pois isso pode ser uma das formas
de nos manter vivos profissionalmente, a vontade de ir além, de buscar e o mais
importante de aprender, pois de acordo com Paulo Freire, “só ensinamos aquilo
que sabemos”, então não tem jeito, precisamos ser além de docente, eternos
aprendizes. Essa reflexão não acaba aqui, apenas pensamos algumas de suas
vertentes, devemos seguir pensando sobre as Tecnologias Digitais e suas
relações políticas educacionais, escola, docente e aluno.
REFERÊNCIA
SANCHO, Juana
María Gil. De TIC a TAC, el difícil trânsito
a uma vocal. Universidad de Barcelona. 2008. p. 19 – 30.
SCHELMMER,
Eliane. O trabalho do professor e as novas tecnologias. Revista Textual. 2006. p. 34 -42.
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