ATIVIDADE DA DISCIPLINA: EDUCAÇÃO DIGITAL
PROFESSORA ELIANE
SCHLEMMER
Teresinha de Jesus
Brito Gomes[1]
AS TECNOLOGIAS E A
MAIOR PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS: ALGO A SER REPENSADO COM URGÊNCIA
Após a leitura do texto “ De TIC a TAC o difícil trânsito de una
vocal”, de Juana María Sancho Gil de Barcelona, Espanha, visualizei com
muito mais clareza o que já discutimos a anos no Brasil. As tecnologias na
escola são a grande ameaça para muitos colegas docentes e algo natural para os
alunos, principalmente os menores que já nasceram envoltos por uma gama de
objetos tecnológicos. A autora discute sobre a formação dos docentes, tanto a
inicial quanto a continuada e mostra a urgência que se tem em formar novos
profissionais, pois os mais velhos tanto de profissão quanto de idade são muito
resistentes às tecnologias. As políticas públicas que foram e estão sendo
implementadas no país no que diz respeito às tecnologias apontam para novos
tempos, novas aulas, novos profissionais, novos alunos, novas escolas, novos desafios
e a maioria dos professores ainda não tiveram a coragem de enfrentar, romper
com o velho e encarar o novo como desafio e busca de novas perspectivas. Digo
isso com experiência de sala de aula, pois até o ano passado estive em sala com
crianças de 9 anos e eles dão show em termos de tecnologias. Quando no primeiro
dia de aula levei meu notebook para a sala eles disseram: “nunca tivemos uma professora que
tivesse notebook”, a senhora deixa a gente mexer? Outros disseram: “eu
também tenho notebook, outros eu tenho outro tipo, mas tenho computador”, daí
começaram a trazer seus jogos e celulares para eu ver, e confesso uma porção
daqueles brinquedos eletrônicos e jogos eu não conhecia e muito menos sabia
manejar. Íamos para o Laboratório de Informática que tem 10 computadores e eu
tinha 25 alunos, então dividíamos os alunos por computador e aqueles mais
familiarizados com as tecnologias se apossavam do mouse e os demais ficavam
bravos, daí íamos trocando, trocando, até que todos manejassem as máquinas e mesmo
com essas limitações eles davam show. Mesmo assim com tantas dificuldades eles
adoram ir pra sala de informática, pois são como diz a autora “nativos
digitais” e não há como coibir essas práticas na escola, pelo contrário, devem
ser incentivadas. Achei fantástico quando a autora mostra a importância de
lidarmos com as tecnologias não apenas como uma forma de sabermos se elas
melhoram ou não a aprendizagem dos alunos, mas como elementos que façam parte “do processo de ensino e de aprendizagem
desses alunos” “SCHLEMMER”.
Navegando pelo
Google Acadêmico me deparei com um livro interessantíssimo da autora Vani
Moreira Kenski com o título “Educação e
tecnologias. O novo ritmo da informação”, e comecei a olhar o conteúdo e me
detive no capítulo 5 onde ela faz uma imersão nas escolas e salas de aula com o
intuito de descobrir o que se passa no cotidiano dessas escolas e aponta os
novos desafios para todos os componentes da escola, inclusive os gestores.
Gosto do tema gestão, pois tanto eu quanto a literatura a respeito do assunto
mostram que uma escola onde o gestor é comprometido com a educação e os
elementos que compõem essa relação no sei das escolas, tanto o ensino quanto a
aprendizagem dos alunos mostram um diferencial. Não há dúvida que o gestor
sozinho não consegue fazer uma escola caminhar com sucesso, ele precisa de sua
equipe, mas ele é a mola propulsora dessa máquina.
Então para concluir nossa pequena
conversa percebemos que há uma necessidade urgente de repensarmos nossas
práticas e começarmos a nos inserir, mesmo que de forma lenta no mundo seja das
TICs, seja das TACs, o importante é não pular essa parte, mas encarar e ajudar
a mudar a realidade em que vivemos. A realidade que conhecemos, em que o
celular não pode entrar na sala de aula, se entrar deverá ficar desligado, etc,
etc, etc. Quantos de nós já pegou celulares dos alunos e só devolveu para o pai
e com um enorme carão tanto no pai quanto no aluno. Neste momento sinto-me
envergonhada em dizer, mas já fiz isso e sei que não estou sozinha, mas vamos
pensar em formas alegres e proveitosas de resolver as situações tecnológicas.
BIBLIOGRAFIA
SANCHO, G. Juana María. De TIC a TAC, o difícil trânsito de una
vocal. Barcelona.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias. O novo ritmo da
informação.
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