miércoles, 24 de julio de 2013

AS TECNOLOGIAS E A MAIOR PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS: ALGO A SER REPENSADO COM URGÊNCIA



ATIVIDADE  DA DISCIPLINA: EDUCAÇÃO DIGITAL
PROFESSORA ELIANE SCHLEMMER
Teresinha de Jesus Brito Gomes[1]
AS TECNOLOGIAS E A MAIOR PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS: ALGO A SER REPENSADO COM URGÊNCIA

Após a leitura do texto “ De TIC a TAC o difícil trânsito de una vocal”, de Juana María Sancho Gil de Barcelona, Espanha, visualizei com muito mais clareza o que já discutimos a anos no Brasil. As tecnologias na escola são a grande ameaça para muitos colegas docentes e algo natural para os alunos, principalmente os menores que já nasceram envoltos por uma gama de objetos tecnológicos. A autora discute sobre a formação dos docentes, tanto a inicial quanto a continuada e mostra a urgência que se tem em formar novos profissionais, pois os mais velhos tanto de profissão quanto de idade são muito resistentes às tecnologias. As políticas públicas que foram e estão sendo implementadas no país no que diz respeito às tecnologias apontam para novos tempos, novas aulas, novos profissionais, novos alunos, novas escolas, novos desafios e a maioria dos professores ainda não tiveram a coragem de enfrentar, romper com o velho e encarar o novo como desafio e busca de novas perspectivas. Digo isso com experiência de sala de aula, pois até o ano passado estive em sala com crianças de 9 anos e eles dão show em termos de tecnologias. Quando no primeiro dia de aula levei meu notebook para a sala eles disseram: “nunca tivemos uma professora que tivesse notebook”, a senhora deixa a gente mexer? Outros disseram: “eu também tenho notebook, outros eu tenho outro tipo, mas tenho computador”, daí começaram a trazer seus jogos e celulares para eu ver, e confesso uma porção daqueles brinquedos eletrônicos e jogos eu não conhecia e muito menos sabia manejar. Íamos para o Laboratório de Informática que tem 10 computadores e eu tinha 25 alunos, então dividíamos os alunos por computador e aqueles mais familiarizados com as tecnologias se apossavam do mouse e os demais ficavam bravos, daí íamos trocando, trocando, até que todos manejassem as máquinas e mesmo com essas limitações eles davam show. Mesmo assim com tantas dificuldades eles adoram ir pra sala de informática, pois são como diz a autora “nativos digitais” e não há como coibir essas práticas na escola, pelo contrário, devem ser incentivadas. Achei fantástico quando a autora mostra a importância de lidarmos com as tecnologias não apenas como uma forma de sabermos se elas melhoram ou não a aprendizagem dos alunos, mas como elementos que façam parte “do processo de ensino e de aprendizagem desses alunos” “SCHLEMMER”.
Navegando pelo Google Acadêmico me deparei com um livro interessantíssimo da autora Vani Moreira Kenski com o título “Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação”, e comecei a olhar o conteúdo e me detive no capítulo 5 onde ela faz uma imersão nas escolas e salas de aula com o intuito de descobrir o que se passa no cotidiano dessas escolas e aponta os novos desafios para todos os componentes da escola, inclusive os gestores. Gosto do tema gestão, pois tanto eu quanto a literatura a respeito do assunto mostram que uma escola onde o gestor é comprometido com a educação e os elementos que compõem essa relação no sei das escolas, tanto o ensino quanto a aprendizagem dos alunos mostram um diferencial. Não há dúvida que o gestor sozinho não consegue fazer uma escola caminhar com sucesso, ele precisa de sua equipe, mas ele é a mola propulsora dessa máquina.
Então para concluir nossa pequena conversa percebemos que há uma necessidade urgente de repensarmos nossas práticas e começarmos a nos inserir, mesmo que de forma lenta no mundo seja das TICs, seja das TACs, o importante é não pular essa parte, mas encarar e ajudar a mudar a realidade em que vivemos. A realidade que conhecemos, em que o celular não pode entrar na sala de aula, se entrar deverá ficar desligado, etc, etc, etc. Quantos de nós já pegou celulares dos alunos e só devolveu para o pai e com um enorme carão tanto no pai quanto no aluno. Neste momento sinto-me envergonhada em dizer, mas já fiz isso e sei que não estou sozinha, mas vamos pensar em formas alegres e proveitosas de resolver as situações tecnológicas.

BIBLIOGRAFIA
SANCHO, G. Juana María. De TIC a TAC, o difícil trânsito de una vocal. Barcelona.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação.


[1] Mestranda do Curso de Gestión y Administración de la Educación-UNTREF. Buenos Ayres, Argentina.

2 comentarios:

  1. Terezinha, muito reflexivo seu texto.Com certeza
    éurgente a necessidade de repensarmos a nossa
    pratica e comecarmos a nos inserir neste mundo
    tecnologico.

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  2. Amiga, percebemos e reconhecemos a possibilidade da pràtica docente dinâmica e atualizada, continue assim, uma vovó, antenada e a frente de seu tempo.

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