martes, 23 de julio de 2013

Novas Tecnologias da Educação

Autora: Maria Valnice da Silva


            Constitui-se atualmente grande desafio para os educadores acompanharem a evolução das diferentes tecnologias e, consequentemente, compreenderem o universo dos jovens contemporâneos que, desde cedo têm acesso ao mundo virtual  através dos videogames, internet, celulares e computadores entre outras mídias.

              Jovens com comportamentos e características específicas que desafiam o mundo dos adultos, com capacidades e habilidades para desempenharem diversas tarefas ao mesmo tempo, multitarefistas, já que, estudam, ouvem MP3, escrevem no Messenger, e assistem televisão  ao mesmo tempo, organizam-se em comunidades virtuais como Facebook, Orkut e Twitter.

            Diante dessa universalização do conhecimento é importante que a escola repense seu papel, no sentido de propiciar aos alunos o desenvolvimento de competências para lidar com as informações, estabelecendo relações com o cotidiano, buscando novas compreensões, por meio da produção de ideias e de ações criativas e colaborativas.

        Sem dúvida nenhuma, o processo de globalização e informatização que vivenciamos, exige de todos os educadores um novo olhar para as questões educacionais, onde o foco está na aprendizagem e não na transmissão do conteúdo.

Na sociedade do conhecimento e da tecnologia, torna-se necessário repensar o papel da escola, mais  especificamente  as  questões relacionadas  ao  ensino  e  à  aprendizagem.  O ensino organizado de forma fragmentada, que privilegia a memorização de definições e fatos bem como as soluções padronizadas, não atende às exigências deste                                                    novo paradigma. (PRADO, 1996:134)

          A princípio, os professores ficaram desorientados com a chegada de tantas informações tecnológicas trazidas pelos alunos para a sala de aula. Alguns, por insegurança e pouca informação tecnológica, refutavam o uso do computador argumentando que  a  máquina  substituiria o homem. Por outro lado, tornava-se necessário reconhecer a grande revolução que estava acontecendo no processo de ensino aprendizagem por meio do computador, e começar um amplo debate em torno de métodos e práticas educacionais.

             A preocupação dos educadores concentra-se agora na busca do melhor aproveitamento do computador no processo ensino aprendizagem, reconhecendo a existência de um descompasso entre a velocidade da evolução das diferentes tecnologias e o ritmo de mudanças na escola. Portanto, considera-se ultrapassada discussões entre os profissionais de ensino, nas quais afirmavam o avanço tecnológico como responsável pela robotização dos alunos, e por outro lado, o computador como substituto dos professores.

As tecnologias de comunicação não substituem o professor, mas modificam algumas das suas funções. A tarefa de passar informações pode ser deixada aos bancos de dados, livros, vídeos, programas em CD. O professor se transforma agora no estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por buscar a informação mais relevante. Num segundo momento, coordena o processo de apresentação dos resultados pelos alunos. Depois, questiona alguns dos dados apresentados, contextualiza os resultados, os adapta à realidade dos alunos, questiona os dados apresentados. Transforma informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria, o conhecimento com ética. (MORAN, 1994:39)

            As escolas precisam modernizar seus currículos visando o desenvolvimento da cidadania e a qualificação profissional. Trata-se aqui das tecnologias incorporadas à sala de aula, ao currículo, escola, vida, sociedade e ao trabalho, tendo em vista a construção de uma cidadania democrática, participativa e responsável.
           
            São inegáveis os benefícios constatados com a aplicação da informática na educação. Os computadores podem auxiliar o aluno a executar e elaborar tarefas de acordo com seu nível de interesse e desenvolvimento intelectual podem organizar e metodizar o trabalho, gerando uma melhor qualidade de rendimento. Quanto aos jogos e linguagens, ajudam no aprendizado de conceitos abstratos.

            A utilização de novas tecnologias educacionais na sala de aula vem sendo apresentada pelo MEC como uma de suas prioridades, através do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (PROINFO), programa criado pela Portaria nº 522/MEC, de 9 de abril de 1997, para promover o uso pedagógico de Tecnologias de Informática e Comunicações (TICs) na rede pública de ensino fundamental e médio, com o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica, levando às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. Por outro lado, estados, Distrito Federal e municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias.

Diante deste novo desafio, espera-se do docente novas posturas frente ao conhecimento e ao processo cognitivo de aprendizagem de seus alunos. Assim, a palavra chave é a integração entre tecnologias e currículo que se estabelece numa ótica de transformação da escola e da sala de aula em um espaço de experiência, de ensino e de aprendizagem ativa, de formação de cidadãos e de vivência democrática, ampliado pela presença das tecnologias.
            Enfim, como afirma MORAN (1194:45) O re-encantamento, em fim, não reside principalmente nas tecnologias cada vez mais sedutoras, mas em nós mesmos, na capacidade em tornar-nos pessoas plenas, num mundo em grandes mudanças e que nos solicita a um consumismo devorador e pernicioso. É maravilhoso crescer, evoluir, comunicar-se plenamente com tantas tecnologias de apoio. É frustrante, por outro lado, constatar que muitos só utilizam essas tecnologias nas suas dimensões mais superficiais, alienantes ou autoritárias. O re-encantamento, em grande parte, vai depender de nós.




Referencias bibliográficas

PRADO,  M.E.B.B.  &  Freire,  F .M.P .,  “Da  repetição  à  Recriação:  uma Análise  da  Formação  do  Professor  para  uma  Informática  na Educação”. In: J.A. Valente (org) O Professor no Ambiente Logo:
Formação  e Atuação. Campinas, SP , NIED-Unicamp, pp. 134-160, 1996.

MORAN, José Manuel. Interferências dos Meios de Comunicação no nosso Conhecimento. INTERCOM Revista Brasileira de Comunicação. São Paulo, XVII (2):38-49, julho-dezembro 1994.

www.mec.gov.br











5 comentarios:

  1. http://www.youtube.com/watch?v=KQ45r05mvSc

    para quem amou a Nêne como eu.....

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  2. Tem gente que é preparado mesmo. Antes de terminar a aula já postou o texto. Parabéns garota.

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  3. Adorei o conceito de re-encantamento, porém há que se acontecer em breve, pois se esse re...não ocorrer, a educação de nossos filhos e netos estará seriamente comprometida.

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