Durante toda
a formação docente, aprendemos que nosso aluno precisa ter autonomia, que
precisamos instigar sua criatividade e interesse, e que devemos partir do
conhecimento que esse aluno adquiriu antes de fazer parte desse grupo escolar,
que o mesmo precisa interagir, apresentar
suas ideias, expressar suas vontades, desagrados, compartilhar suas experiências.
No entanto esse educando chega às nossas escolas e acaba deixando no portão de
entrada toda sua “bagagem”, principalmente no que se refere ao uso das tecnologias.
Nós professores, e digo nós porque apesar de ter trabalhado em laboratórios de
informática e de procurar fazer uso das tecnologias no desenvolvimento das
minhas aulas, tenho enraizado uma visão errada do uso das mesmas. Hoje percebi
que além da nossa formação ter sido falha as nossas formações continuadas
continuaram na mesma linha de pensamento e que nós professores não podemos
esperar que as coisas aconteçam de forma mágica, mas precisamos sim buscar
informação até mesmo junto aos nossos alunos que estão inseridos nesse mundo
tecnológico desde o nascimento e aproveitar esse leque de possibilidades que
eles nos abrem. Precisamos ter uma relação aberta e de confiança com nosso
aluno, da mesma forma que para nós tudo o que é desenvolvido com ele precisa
ter significação, ele também precisa encontrar esse significado na atividade
que desenvolvemos com eles. Precisamos parar de passar a bola e a culpa para os
outros e fazer acontecer dentro do nosso espaço. Devemos parar com a ideia de
que podemos mudar as mentes engessadas que estão a nossa volta, mas crer que a
única forma de mudarmos essa visão e para isso será necessário formar o nosso
aluno de uma maneira diferenciada, se queremos administradores, gestores e
professores que faça com que as tecnologias e as metodologias andarem juntas, é
necessário formar pessoas informadas, mente aberta, profissionais de ponta, tornando-os
líderes inovadores.Precisamos rever nossas práticas se desejamos mudança.
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